Gestão de Pessoas

Se você quer ter as melhores pessoas no seu time, precisa cuidar da sua marca

18 Maio 2020 • por Impulso Consultoria • 0 Comentários

Nos últimos artigos publicados aqui no Blog da Impulso temos falado essencialmente sobre PESSOAS. Para nós, elas são o fator decisivo para o sucesso de qualquer negócio. Não importa se você tem um pequeno café no seu bairro ou uma indústria em plena expansão, são as pessoas que estão ao seu lado que farão a diferença: da mesma forma que o bom atendimento fará seu cliente querer voltar,  e o mal atendimento fará com que ele nunca mais apareça, funcionários que reclamam o tempo todo do trabalho ou da empresa podem influenciar todos ao seu redor a nutrir antipatia pela marca e isso faz com que um produto incrível não saia da prateleira das lojas. Enfim, para nós aqui na Impulso é muito claro que as pessoas que estão conosco decidem tanto quanto nós (empreendedores, sócios e gestores) o futuro dos nossos negócios.

Recentemente abordamos aqui temas relacionados à cultura organizacional, bem como a importância de desenvolver em nossas equipes (por menores que elas sejam) habilidades e competências que garantam que elas sejam capazes de ter uma performance acima da média, e com isso gerar resultados significativos para nossos negócios. Isto porque entendemos que sem uma cultura forte e pessoas bem preparadas e treinadas o progresso é inviável.

Esses esforços (em ter uma cultura organizacional forte e desenvolvimento de pessoas) são super necessários para garantir a sustentabilidade dos negócios. Mas o caminho fica ainda melhor (e por que não dizer até mais fácil?) quando as pessoas QUEREM MUITO estar conosco, fazer parte do nosso time e compartilhar dos nossos sonhos e valores. E para dar uma ajudinha para que as empresas consigam encontrar pessoas que QUEIRAM MUITO estar lá, IDENTIFIQUEM-SE com a cultura da empresa, e que DESEJEM SE DESENVOLVER para serem capazes de fazer sempre mais surgiu o EMPLOYER BRANDING

Você já ouviu falar sobre isso?

O termo EMPLOYER BRANDING (“marca do empregador” em tradução livre) foi utilizado pela primeira vez na década de 90, e consiste na ideia da utilização de práticas e técnicas vindas da área de marketing, que aplicadas à área de recursos humanos ajudam as empresas a atrair, engajar e reter bons profissionais. Isto é, da mesma forma que a área de marketing utiliza diferentes mecanismos para informar aos consumidores  os valores, benefícios e vantagens da empresa em relação aos concorrentes, as áreas de recursos humanos (internas ou externas – em casos de consultorias como a Impulso Consult) utilizam-se de técnicas para comunicar valores, benefícios e vantagens para potenciais futuros funcionários. Isso faz com que eles percebam de forma rápida, antes mesmo de se candidatar a um emprego em determinado lugar, que aquele é o lugar onde eles realmente GOSTARIAM de estar/pertencer.

O conceito de employer branding nasceu junto com o momento da entrada da geração Y ou millenials (profissionais nascidos entre 1981 e 2000) no mercado de trabalho, o que resultou em uma mudança significativa na forma de gerir as pessoas nas empresas. Segundo Inês Veloso1, os millenials “são a geração do 8 ou 80, capaz do impossível, dão sentido à palavra inovação e transformam empreendedorismo em disrupção. Os unicórnios deixam de ser animais do imaginário para serem empresas, com modelos de abordagem ao mercado baseados no risco e na tentativa. Errar rápido para ser bem-sucedido ainda mais rápido. Questionam o modelo de liderança, organizações matriciais, introduzem conceitos como lean e ágil nas startups e que rapidamente são replicados e absorvidos pelas organizações (ditas) tradicionais”.

E as transformações não pararam com os millenials. A geração que veio a seguir trouxe ainda mais complexidade para a gestão, e segundo Inês Veloso os profissionais da geração Z “não querem só trabalhar, querem viver uma experiência, procurando empresas próximas da sua forma de entender o mundo: conectado, transparente e audiovisual. […] são, em traços gerais, irreverentes, exploradores, apaixonados, inovadores e, potencialmente, mais focados em si”.

Então, se a Inês Veloso estiver mesmo certa (e nós aqui concordamos com cada palavra), não faz mais sentido tentar atrair esses profissionais apenas com a promessa de um bom salário. Esses profissionais desejam (muito) mais do trabalho do que “apenas” uma boa remuneração.

Aposto que você está pensando sobre como está complexo contratar e gerir pessoas (em qualquer tipo e tamanho de empresa), certo? A gente concorda com você! Mas como simplificar a gestão é a nossa especialidade, vamos te ajudar com isso. Fique por aqui porque nos próximos artigos contaremos um pouco mais sobre como é estruturado o employer branding e sobre como você pode utilizá-lo a seu favor.

1 VELOSO, Inês. Qual é o seu employer branding? O papel da marca na guerra do talento e na estratégia das empresas. Coimbra: Conjuntura Actual Editora, 2018.

*Este texto foi escrito pela equipe da Impulso Consult. Fique à vontade para compartilhá-lo, não se esquecendo de incluir os créditos ao autor.

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