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Finanças Corporativas

Qual Custo? – Parte II

04 ago 2020 • por Impulso Consultoria • 0 Comentários

Como classificação correta dos custos pode te ajudar a gerir melhor

No artigo que publicamos anteriormente, explicamos quais são os conceitos de custos existentes e as diferenças entre eles. Contudo, independentemente do conceito utilizado, para que possamos gerir adequadamente os custos dos produtos e serviços, e com isso manter as margens brutas de lucro satisfatórias, é necessário que façamos uma classificação correta e precisa dos custos envolvidos. E é sobre isso o nosso artigo de hoje.  

Ao analisarmos os custos, é importante atentar-se para 2 perspectivas:

( 1 ) Como esse item é aplicado/utilizado no processo de produção e/ou prestação do serviço;

( 2 ) Se existe variação entre o valor total do custo e o volume de produção e/ou prestação do serviço.

Ao analisarmos a primeira perspectiva, perceberemos que alguns custos são aplicados diretamente no produto que está sendo produzido, enquanto outros são aplicados indiretamente.

Pense, por exemplo, na estrutura de custos da fábrica de bolachas que apresentamos no artigo anterior. Ela é composta por farinha, açúcar, aromatizantes, conservantes, energia elétrica e mão-de-obra. Os primeiros 4 itens da lista devem ser medidos (em quilograma) e aplicados diretamente no produto, enquanto a energia elétrica é utilizada nas máquinas da área produtiva, mas também nos vestiários, no escritório do gerente industrial e no pátio da área de expedição. Logo, ela é utilizada para produzir as bolachas, mas de forma indireta, visto que não conseguimos medi-la diretamente aplicado ao produto. Logo, enquanto alguns custos (farinha, açúcar, aromatizantes e conservantes) podem ser classificados como DIRETOS, que é medido e aplicado diretamente ao processo, outros, como a energia elétrica, podem ser classificados como INDIRETOS, cuja mensuração sobre quanto é aplicado ao produto é estimada e imprecisa.

Vale comentar que cada empresa tem uma dinâmica diferente e, por isso, é importante que se avalie cada componente de custos da operação para entender como ele é aplicado no processo produtivo, e assim realizar a correta classificação entre custos diretos e indiretos.

Já no que se refere à segunda perspectiva mencionada acima, relacionada com a variação entre o valor total do custo e o volume de produção e/ou prestação do serviço, o ponto principal a ser analisado é:

se houver um aumento do volume de produção durante um determinado período haverá também um aumento nos custos?” 

Se a resposta para a pergunta acima for “sim, haverá aumento”, então, esse custo deve ser considerado como VARIÁVEL, pois, ele pode oscilar para cima ou para baixo, a exemplo do que acontece com os insumos diretos do nosso exemplo da fábrica de bolachas. Quanto maior o número de unidades produzidas, maior o custo do período com farinha, açúcar, aromatizantes e corantes.

Se a resposta para a pergunta acima for “não, independente de quanto é produzido o custo do período é o mesmo”, então, esse custo deve ser classificado como FIXO, uma vez que ele irá sempre existir, independentemente se a empresa produzir mais ou menos.

Sobre os custos fixos, vale comentar que ele não é imutável, ou seja, o valor pode variar a cada mês em decorrência de acordos comerciais, taxas de juros e/ou índices de reajustes acordados. Um bom exemplo são os alugueis, que podem ser reajustados a cada período de tempo (e, por isso, ter valores diferentes em cada período), mas continuam sendo fixos, pois, independente do quanto foi produzido, o preço de locação acordado para o período continua sendo o mesmo.

A correta classificação dos custos permite às empresas que avaliem corretamente se um produto é rentável ou não, bem como qual é o ponto de máxima eficiência econômica.

Imagine o caso da nossa fábrica de bolachas, que produz um item simples, muito similar aos seus principais concorrentes, e que está enfrentando dificuldades nas vendas devido a uma redução drástica de preços praticada por seus concorrentes. Para manter-se competitiva, a fábrica precisará reduzir os seus preços, e com isso, reduzirá também (de forma assustadora) suas margens. Neste caso, a correta classificação dos custos permitirá que a empresa avalie com clareza:

– em relação aos custos diretos e variáveis: (i) quais são os itens de maior custo; (ii) se existe espaço para negociar novos acordos com os fornecedores destes itens; (iii) se há outros fornecedores mais baratos; (iv) se há insumos similares e substitutos com menor custo unitário.

– em relação aos custos indiretos: (i) analisar se estão sendo eficientemente aplicados; (ii) analisar se são, de fato, necessários; (iii) ponderar sobre os impactos da substituição deste item por similares mais baratos, considerando que há outros produtos que também podem ser afetados.

– em relação aos custos fixos: (i) analisar qual a capacidade máxima de produção possível e verificar se há mercado para absorver toda a demanda; (ii) avaliar se possíveis expansões operacionais podem ser inviabilizadas pelo risco de aumento destes custos.

Repare que para cada classe de custos há várias opções de análise, e que para priorizar determinadas análises e decisões é necessário saber exatamente para onde olhar primeiro, ou seja, o que é mais importante dentro da estrutura de custos.

E na sua empresa, como está a gestão dos custos? Esperamos que agora que você já sabe o que é fundamental sobre custos, possa tomar decisões ainda mais ágeis e assertivas.

*Este texto foi escrito pela equipe da Impulso Consult. Fique à vontade para compartilhá-lo, não se esquecendo de incluir os créditos ao autor.

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