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Impulsionando Negócios

Quais os riscos que você está disposto a correr?

16 dez 2020 • por Impulso Consultoria • 0 Comentários

Diariamente, dezenas de empresas fecham as portas porque não tiveram dinheiro em caixa para manter a operação em funcionamento, e outra dezena de empreendedores vão dormir sem saber como pagarão as contas da próxima semana.

A afirmação acima pode fazer você pensar que a falta de dinheiro é o problema central da maior parte das empresas, certo? Mas isso não é verdade. A falta de dinheiro é a consequência de uma série de equívocos de gestão, que muitas vezes poderiam ser evitados.

Um dos principais equívocos de gestão cometidos por empreendedores é focar excessivamente no que está acontecendo hoje, enquanto ignora que há uma série de fatores que podem, “do dia para a noite”, matar a sua empresa. Esse olhar para o agora, ou mesmo para os bons resultados obtidos no passado, muitas vezes faz com que as empresas fiquem presas a um modelo de gerenciamento conhecido e não deem a devida atenção para problemas que podem vir a acontecer e que podem comprometer gravemente a saúde – e porque não dizer, a existência —das empresas.

Para ter uma empresa saudável, é necessário cuidar de cada detalhe do que acontece hoje, mas também tentar se antecipar aos problemas, seja para evitá-los ou para buscar com antecedência e calma possíveis formas de contorná-los.

Até aqui você já entendeu O QUE precisa ser feito para evitar ao máximo situações difíceis, certo? Agora vamos te contar COMO fazer isso!

Para não ser pego de surpresa, por problemas que você não previu que poderiam acontecer, é fundamental que você faça um mapeamento de todos os riscos (ou da maior parte deles) aos quais a sua empresa está exposta.

Para fazer esse mapeamento, você deve considerar: a origem do risco, a probabilidade dele ocorrer e o impacto que ele pode ter no seu negócio.

Origem

Os riscos aos quais as empresas estão expostas podem ser internos ou externos. Enquanto riscos internos estão relacionados ao que acontece dentro da sua empresa, os riscos externos são aqueles que não dependem da ação da sua empresa, tais como movimentos feitos pelos seus concorrentes, mudanças na legislação ou, riscos de fornecimento de matérias-primas.

Probabilidade

Defina categorias de probabilidade, conforme exemplo a seguir, e classifique cada risco encontrado em uma delas.

(1) Muito Alta: grandes chances de acontecer, com frequência.

(2) Alta: grandes chances de acontecer, mas não de forma frequente.

(3) Moderada: pode ser que aconteça, esporadicamente.

(4) Baixa: pode ser que aconteça, raramente.

(5) Muito Baixa: é improvável que aconteça.

Desta forma, você conseguirá estabelecer uma ordem de prioridade na hora de buscar alternativas para evitá-los, sempre tratando primeiro aqueles que têm maior probabilidade de ocorrer.

Impacto

Da mesma forma como foi feito com a probabilidade de ocorrência, crie categorias de impactos tais como:

(1) Muito Alto: as consequências são gravíssimas e podem comprometer irreversivelmente a saúde da empresa (ou mesmo a existência dela).

(2) Alto: as consequências são graves, porém reversíveis, e demandarão muito dinheiro para reverter os prejuízos causados.

(3) Moderado: as consequências são reversíveis e demandarão pouco dinheiro para reverter os prejuízos causados.

(4) Baixo: as consequências são reversíveis e demandarão pouquíssimo dinheiro para contornar os danos.

(5) Muito Baixo: as consequências são quase insignificantes e não geram prejuízos à empresa.

Recomendamos que você liste todos os riscos aos quais a sua empresa está exposta, e os classifique em relação aos critérios de origem, probabilidade e impacto, e os coloque em uma matriz de prioridades, conforme exemplo abaixo:

Matriz de Riscos

Assim, que você colocar os seus riscos na matriz será possível visualizar, de forma simples e rápida, quais são os riscos que precisam de mais ou menos atenção.

Nas áreas verdes estão aqueles riscos menos críticos, que devem ser monitorados com regularidade, mas que não tem potencial para prejudicar o seu negócio gravemente.

Nas áreas amarelas estão aqueles riscos que podem tornar as coisas mais complicadas e fazer sua operação ter problemas.

Já nas áreas vermelhas constam aqueles riscos que são críticos e merecem atenção imediata, pois, podem comprometer a saúde ou a existência da sua empresa.

Após montar a sua matriz você já terá estabelecido sua lista de prioridades, e é hora de elaborar um plano de ação para evitá-lo (“Plano de Mitigação de Riscos”), que deve incluir, pelo menos, as análises indicadas a seguir.

Plano de Mitigação de Riscos

(1) O que precisa ser feito para evitar os riscos?

(2) Quais serão os recursos necessários para fazer o que tem que ser feito?

(3) Quem serão os responsáveis por realizar todas as ações de prevenção?

(4) Qual o prazo para realizar as ações necessárias para reduzir a probabilidade e/ou o impacto do risco?

Com a sua “Matriz de Riscos” e o seu “Plano de Mitigação de Riscos” em mãos, você saberá exatamente o que precisa ser feito para evitar ser pego de surpresa por um problema que, muitas vezes, poderia ser evitado.

As empresas sempre correrão riscos, especialmente no Brasil onde a instabilidade jurídica e econômica é enorme. Mas, cabe a cada um de nós decidir quais riscos estamos dispostos a correr: aqueles riscos que conhecemos (onde PODEMOS AGIR) ou o risco do desconhecido (onde podemos apenas TENTAR REAGIR).

*Este texto foi escrito pela equipe da Impulso Consult. Fique à vontade para compartilhá-lo, não se esquecendo de incluir os créditos ao autor.

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Empreender é uma aventura! A cada dia o empreendedor experimenta uma quantidade enorme de riscos e incertezas que, por vezes, faz com que nos sintamos totalmente vulneráveis e tenhamos dúvidas sobre nossa capacidade de seguir em frente 🤔😥

E é exatamente sobre ser vulnerável e seguir em frente a Dica da Impulso de hoje! 🤓📖

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Esperamos que essa leitura te traga mil insights e te ajude a seguir em frente com coragem! 🚀💪🏼
Uma das questões mais encontradas nas pequenas e médias empresas está relacionada com a insegurança do empreendedor na hora de gerir 😰

É muito comum ouvir frases como “nunca fiz isso antes”, “não sei se é assim que faz”, “não tenho experiência com isso”, “não sei se era a melhor forma de fazer”, e por aí vai...

E a verdade é uma só: para ter confiança na gestão você precisa ter um bom plano e processos estruturados, que sejam condizentes com a realidade da sua empresa ✅

Boa gestão é aquela que funciona para a SUA empresa. Então, quando for analisar sua gestão, considere a maturidade do seu negócio, a estrutura, o caixa disponível e seus objetivos, e avalie se a gestão que vem fazendo tem coerência. E, acima de tudo, seja honesto consigo e certifique-se de que você está fazendo o máximo – o seu melhor 🏭💰🎯

Para fazer boa gestão você não precisa do melhor software do mercado, uma equipe numerosa ou qualquer outra coisa. Você precisa apenas ter confiança de que o seu plano e suas ações fazem sentido para a SUA empresa. 

Se você estiver sendo coerente e consistente dentro da SUA realidade, tenha tranquilidade e confie na sua capacidade de cuidar da sua empresa 😌💪🏼

Como diria @cortellaoficial: “faça o teu melhor, na condição que você tem, enquanto você não tem condições melhores, para fazer melhor ainda!”

Agora, conta pra gente nos comentários: você está confiante na gestão que tem feito ou às vezes bate uma certa insegurança? 👇🏼👇🏽👇🏾
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A única certeza que temos é que os mercados vão mudar sempre – e rápido. Então, planejar alternativas para sua empresa é algo que precisa ser constante. Precisa estar na sua agenda. Precisa estar na agenda da sua equipe 💬🗓️

Se essa pauta estiver no centro da sua estratégia, sua empresa pode sair na frente. Se não estiver, pode ser que ela seja empurrada rumo à mudança – e aí você vai ter que sair correndo atrás do prejuízo.

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