Gestão Estratégica

Partindo para a AÇÃO – Parte I

25 ago 2019 • por Impulso Consultoria • 0 Comentários

No último post aqui do Blog mencionamos os pontos fundamentais indicados por Andy Groove1 para que o seu OKR fosse bem elaborado, e sugerimos que você utilizasse aquelas informações para fazer uma última conferência sobre a assertividade do planejamento que você preparou para seus negócios. Então, entendemos que você planejou, revisou e está certo sobre a sua ESTRATÉGIA.

Com a ESTRATÉGIA bem definida, é hora de AGIR. E para nós da Impulso, a AÇÃO é baseada em dois pilares fundamentais: PESSOAS e EXECUÇÃO. Neste post falaremos sobre o papel das PESSOAS para o atingimento da estratégia. Não vamos aqui explorar toda a complexidade do tema de gestão de pessoas, pois, teremos um mês todo dedicado para o tema, logo ali na frente. Aguardem!

Todas as vezes que falamos sobre OKR mencionamos a importância da boa comunicação e do alinhamento com as equipes para o sucesso do planejamento. E isso se dá basicamente através da figura do gestor/líder.

Considerando o ambiente de negócios atual, cada vez mais incerto e inseguro, é fundamental que os líderes consigam direcionar a força de trabalho para que consigam ter a melhor performance que lhes é possível. E segundo Bossidy & Charam,

Muitos gestores antes bem-conceituados serão considerados insatisfatórios no novo ambiente, e também haverá uma escassez de líderes talentosos que apresentem precisão mental, a coragem e a persistência necessárias para executar bem em um ambiente difícil.” (Bossidy & Charam, 2019, p.xvii)

A PRECISÃO MENTAL pode ser entendida como a capacidade do gestor/líder de entender quando e quais estratégias devem ser mantidas dentro das incertezas e riscos percebidos nos ambientes de negócios. Na prática, significa saber quando dizer não para uma estratégia que pode comprometer o futuro dos negócios. Mas aqui é possível pensar: “mas não deveríamos seguir o nosso OKR?” E a resposta é: “sim, e por isso o OKR considera um prazo de planejamento mais curto, para que você possa acompanhar as mudanças que ocorrem no ambiente de negócios”. Uma estratégia bem pensada é a diretriz das ações, mas o papel do gestor/líder é justamente entender se essa diretriz faz sentido para a empresa ao longo do tempo. Parece simples para você? Ser capaz de avaliar precisamente, sem paixões, as probabilidades de ganhos e perdas [e talvez arriscar a própria pele] é para quem se prepara para isso. E você, está preparado ou vem se preparando para isso?

Outro ponto apontado pelos autores é a CORAGEM: de fazer o que tem que ser feito [e novamente, talvez arriscar a própria pele] para que a estratégia esteja sempre alinhada, as pessoas certas nos lugares certos e os investimentos alocados de forma eficiente, entre outras atribuições. Para fazer o que tem que ser feito o gestor/líder precisa não se acanhar frente aos desafios e não se omitir frente às necessidades de realinhamento, revisão e reprogramação.

O terceiro ponto apontado pelos autores é PERSISTÊNCIA, que é a capacidade de se manter constante na condução dos negócios. Diante de inúmeras novas possiblidades que surgem a cada dia [e que às vezes são oportunidades e às vezes são apenas distrações], manter-se focado é um requisito bastante importante.

Considerando o perfil mencionado acima, talvez esteja mais claro que ter/ser os melhores gestores/líderes não é uma tarefa assim tão elementar. E neste ponto você deve estar se perguntando: “e como saber se eu tenho o gestor/líder certo para conduzir os meus negócios?” E a resposta é simples: saiba que tipo de pessoa você precisa em cada posição.

Para saber que tipo de pessoa você precisa em cada posição é fundamental que você tenha clareza sobre quais as características seus gestores/líderes precisam ter para conduzir sua empresa para o futuro. Não é o que você precisa para faturar/produzir/vender o que você faz hoje, mas para atingir seus objetivos [aqueles do seu OKR]. Feito isso, compare essa descrição com os profissionais que você tem hoje e veja se eles preenchem os requisitos. Feito isso você deve avaliar: a) não atingem, mas tem um potencial de desenvolvimento rápido enorme – neste caso, treine-os ou b) não atingem e não estou certo se conseguem se desenvolver – neste caso, promova as mudanças necessárias.

Com a equipe de gestão/liderança bem formada, eles devem ser capazes de comunicar com clareza e assertividade aos times quais são as diretrizes constantes no seu OKR e serem estimulados a desenvolverem ações sinérgicas para atingirem os objetivos e resultados chaves colocados lá. Para isso, é fundamental que gestores/líderes conheçam suas equipes, saibam das potencialidades de cada um, para que possam estimular cada talento de forma máxima. Equipes que tem clareza sobre o que precisa ser feito, tem autonomia para dizer como seus processos podem contribuir e que são estimuladas a fazerem aquilo em que são melhores tendem a apresentar performance muito acima da média de equipes que são “mandadas” a realizarem atividades com as quais não concordam ou não tem afinidade. A regra aqui, como diria Arnaldo Cézar Coelho, é clara: CONHEÇA e OUÇA sua equipe. Se você os contratou porque eles sabem como fazer algo, deixe que eles o façam! O papel do líder é conduzir as equipes quando a situação for difícil [é isso que o time espera] e não dizer a eles todo o tempo o que fazer. Conduzir é diferente de mandar. Esteja atento!

Até aqui você já deve ter percebido o papel das pessoas para o sucesso dos negócios. Ainda que o seu negócio seja uma indústria altamente automatizada ou que você trabalhe com uma tecnologia de última geração, as pessoas [e suas ideias, e suas formas criativas de solucionar problemas e suas paixões pelos bons resultados] ainda são um dos ativos mais importantes de qualquer organização. São as pessoas que desenvolvem soluções para seus clientes, e não as máquinas. Quer clientes bem atendidos? Tenha as melhores e mais motivadas pessoas no seu time!

Não importa quão incrível seja o seu OKR se sua equipe não o conhece profundamente, se eles não sabem por que estão fazendo algo ou se eles não podem colocar seus melhores esforços em suas tarefas cotidianas. Se essa é a sua realidade, não espere mais que um resultado mediano [se houver resultado].

De outro lado, se você tem líderes/gestores que inspirem confiança em suas equipes, se sua empresa tem uma comunicação transparente e assertiva sobre quais objetivos precisam ser alcançados e quais resultados precisam ser obtidos e permite que as pessoas trabalhem com o que são boas, então, sua empresa está e estará sempre à frente da maioria das empresas que conhecemos por ai.

Esperamos que com esse texto você possa analisar a composição da sua equipe, avaliar se eles estão alinhados com as estratégias do seu negócio e se estão desempenhando o máximo que podem. Com isso, você estará PREPARADO PARA AGIR.

Bibliografia

1 DOERR, John. Measure What Matters: OKR – the simple idea that drives 10x growth. United Skates of America: Penguin Business, 2018.

2 BOSSIDY, Larry e CHARAM, Ram. Execução: a disciplina para atingir resultados. Rio de Janeiro: Alta Books, 2019.

*Este texto foi escrito pela equipe da Impulso ConsultoriaFique à vontade para compartilhá-lo, não se esquecendo de incluir os créditos ao autor.

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