Gestão de Pessoas

As pessoas que trabalham para você veem valor na sua marca?

21 Maio 2020 • por Impulso Consultoria • 0 Comentários

No artigo anterior, aqui do Blog da Impulso, trouxemos à tona o conceito de employer branding (ou marca do empregadorem tradução livre), que nada mais é do que a utilização de práticas e técnicas vindas da área de marketing, que aplicadas à área de recursos humanos ajudam as empresas a atrair, engajar e reter bons profissionais. Além disso, trouxemos também algumas informações valiosas sobre o contexto em que o conceito de employer branding foi criado. E agora nossa missão é te ajudar a usá-lo a na construção de um time com os melhores profissionais, capazes de contribuir para que o seu negócio seja um sucesso.

Para estruturar o employer branding, e com isso ter mais sucesso na sua estratégia de gestão de pessoas, você precisa concentrar os esforços no que podemos chamar de “jornada do talento”. A jornada é composta por diversos estágios em que o funcionário passa junto à empresa, tais como (i) atração (para uma oportunidade de trabalho), (ii) engajamento com a empresa e suas atividades, (iii) desenvolvimento de competências técnicas e comportamentais e (iv) retenção (permanência) ou transição (saída da empresa).

Mas antes de falarmos sobre a aplicação do employer branding em cada uma das etapas da “jornada do talento” é fundamental que a empresa “olhe” para dentro, reflita sobre a sua cultura, sobre os seus valores, analise os dados e feedbacks de quem já passou ou está na empresa, e então, formule sua PVT – “Proposta de Valor para o Trabalhador” (em inglês EVP – “Employee Value Proposition”). É desta forma que mostramos o valor da nossa marca para quem trabalha (ou trabalhará) conosco em nossas empresas.

A “Proposta de Valor para o Trabalhador” é a linha mestre que orientará a elaboração da estratégia e a condução dos processos relacionados às etapas da “jornada do talento” acima mencionadas, além de ajudar a empresa a identificar o que ela tem DE MELHOR para oferecer para seus potenciais futuros funcionários. É, em resumo, um levantamento detalhado sobre os diferenciais da empresa e da vaga em relação ao mercado – aquilo que fará o profissional QUERER MUITO estar na sua empresa e não em outra.

A elaboração de uma PVT precisa levar em consideração aspectos como:

1. Carreira: o que a empresa tem a oferecer em termos de progressão profissional, formação e performance. Até onde os profissionais que trabalham contigo podem crescer e se desenvolver? Quanto a sua empresa irá contribuir para a carreira deles?

2. Cultura Organizacional (ou Reputação): clima organizacional, comunicação e valores da empresa. Neste ponto é hora de comunicar muito bem sobre quais são os valores que regem a empresa, em que acredita e em qual é a reputação.  Neste ponto vale lembrar que estamos nos referindo ao O QUE SE FAZ nas empresas, e não ao que GOSTARIAM DE FAZER.

3. Ambiente de trabalho: aqui levamos em consideração as vantagens relacionadas à estrutura física, autonomia para realização do trabalho, alinhamentos sobre performance e acordos de trabalho (como flexibilização de jornada, home office e afins). A compreensão sobre o ambiente ajuda a deixar claro quais são “as regras do jogo” válidas na empresa.

4. Compensações: são aspectos relacionados diretamente à remuneração e incentivos (como bônus, comissões etc).

5. Benefícios: são dados relacionados à oferta de itens relacionados ao bem-estar e segurança custeados pela empresa (mesmo que parcialmente), tais como planos de saúde, seguros, previdências e afins.

Uma vez realizadas as análises dos aspectos acima e elaborada a PVT, é hora de utilizá-la para elaborar as etapas da “jornada do talento”. Mas isso é assunto para o nosso próximo artigo.

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*Este texto foi escrito pela equipe da Impulso Consult. Fique à vontade para compartilhá-lo, não se esquecendo de incluir os créditos ao autor.

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